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Barcelona-Benfica. Vai à praça sem tostões, a águia que não é carne nem peixe

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Barcelona-Benfica. Vai à praça sem tostões, a águia que não é carne nem peixe

Para as equipas portuguesas, ir à Liga dos Campeões é mais ou menos como ir à praça. Como são pobres, não trazem de lá grande coisa. Enquanto os grandes da Europa se refastelam em marisco e peixe do melhor, cabe-lhes uns chicharros e umas bogas. A realidade pode não ser completamente deprimente porque, volta e meia, entre peixe miúdo e peixe podre, conseguem ganhar uns milhões. Entenda-se como peixe miúdo os campeões medíocres da Turquia, da Ucrânia, da Grécia e outros que tais perante os quais os portuguesinhos valentes como o Raposão do divino Eça mais a sua insuportável Titi, arrancam umas vitórias sensaboronas, e peixe podre alguns nomes em tempos poderosos mas que passam por crises económicas e desportivas que os tornam vulneráveis, como se pôde ver esta época no caso do Milan e do Barcelona.

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Convenhamos: o melhor que pode acontecer aos nossos clubes que entram orgulhosos na Liga dos Campeões é caírem para a Liga Europa, onde estão as equipas mais ao seu nível (e este ano para cair para a Liga Europa ainda há uma filtragem complicada). Não vale a pena tapar com uma peneira o sol das habituais goleadas de todos os anos, e esta época já foram quatro bem achincalhantes, os 0-5 do FC Porto, em casa, contra o Liverpool; os 1-5, também em casa, do Sporting frente ao Ajax; e os 0-4 e 2-5 de Benfica, casa e fora, perante o Bayern de Munique. Não me parece que resultados destes alegrem por aí além os adeptos mesmo que depois tentem fingir-se felizes com empates ou vitórias face aos pixotes do grupo. O futebol português começa a arrastar-se pela cauda da Europa, a conquista de taças são meras miragens (talvez um dia a Liga Conferência, essa espúria competição que junta a terceira e quarta divisões dos clubes do continente), e a própria seleção nacional entrou por um caminho decadente no qual já são muitos os que lhe perderam o medo, quanto mais o respeito.

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Em Barcelona Hoje, em Camp Nou, é a vez de o Benfica defrontar o Barcelona. Vá lá saber-se como, os resultados entre ambos (com todos os jogos a contar para a Taça/Liga dos Campeões) não são muito desequilibrados: oito jogos, três vitórias catalãs, três empates e duas vitórias encarnadas, com 8-7 em golos, (vantagem de lá). Em Lisboa, o Benfica encontrou um Barcelona podre, sem eira nem beira, e não perdeu a oportunidade de vencer por números claros: 3-0. Entretanto, ao mesmo tempo que o Barça, mesmo a cair da tripeça, cumpria o seu destino de vencer duplamente os infelizes do Dínamo de Kiev, o Benfica também cumpria o seu calvário de se ver esmagado pelo Bayern. Ou seja, sem se dar por ela, os catalães têm, neste momento, dois pontos de vantagem sobre os lisboetas e o apuramento à mão de semear e, por muito que Jesus se sinta orgulhoso de ainda estar a discutir o segundo lugar, as probabilidades de o conseguir são diminutas.

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Estando o Bayern já apurado com uma perna às costas, limita-se a cumprir calendários na visita a Kiev (hoje) e na receção ao Barcelona (na próxima jornada). Já o Benfica, para ter a certeza do apuramento, precisa de vencer hoje e, depois, o Dínamo na Luz. Ao termos em conta as exibições nem carne nem peixe da equipa de Jorge Jesus, que tanto se deixa empatar com o Estoril no último minuto como goleia o Braga por 6-1 mas, sobretudo, apresenta um futebol muito pouco consistente, por vezes mesmo caótico, diz-nos o bom senso que é uma missão impossível. Por muito mal que ande o Barça (agora já com Xavi a treinador), vencer em Camp Nou é uma espécie de tarefa impossível, ainda por cima para uma equipa que tem uma defesa de papel vegetal e sofre golos em todos os jogos, seja contra que pé-rapado fôr. Seria necessária uma tarde/noite superlativa para que os encarnados saíssem de Barcelona com três pontos. E saindo com um, precisavam que um Bayen de cadeirinha se desse ao trabalho de querer verdadeiramente bater os catalães no último jogo. Vamos e venhamos: a menos que o Benfica nos surpreenda como há anos que não o faz – época após época mergulhado numa triste banalidade e num estilo de futebol completamente ultrapassado, sem intensidade nem dinâmica – jogará o seu futuro europeu no próximo mês, dia 8 de dezembro, em casa contra o Dínamo. Essa sim, será a final que os mais otimistas queriam que fosse hoje. É que as fraquezas do Barcelona não são muito mais graves do que a dos encarnados.

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