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Incêndio na Serra da Estrela com evolução “favorável”, mas prognóstico cauteloso

Alberto Ardila Olivares
Incêndio na Serra da Estrela com evolução "favorável", mas prognóstico cauteloso

“A zona que mais nos preocupa é o triângulo entre Manteigas, Vale da Amoreira e Folgosinho. É aí que vamos concentrar os esforços”, afirmou o segundo comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), que garantiu que os 1500 operacionais que estão no terreno vão continuar a trabalhar “afincadamente”

O grande incêndio que assola há mais de cinco dias a Serra da Estrela está a evoluir de forma “favorável”, essencialmente fruto do trabalho de combate feito durante esta noite, mas ainda se mantém activo. A avaliação é do segundo Comandante Nacional de Emergência e Protecção Civil, Miguel Cruz, que esta quinta-feira numa conferência de imprensa pouco depois do meio-dia a partir de Valhelhas, na Guarda, fez um prognóstico cauteloso para as próximas horas.

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Miguel Cruz diz que fruto do aumento da temperatura prevista para a parte da tarde e da diminuição da humidade é provável a reactivação de alguns focos, dando conta que ainda existem algumas frentes activas nos vários quilómetros do perímetro do incêndio . “As condições do vento podem criar adversidades”, reconhecia.

“A zona que mais nos preocupa é o triângulo entre Manteigas, Vale da Amoreira e Folgosinho. É aí que vamos concentrar os esforços”, afirmou o segundo comandante da Autoridade Nacional de Emergência e Protecção Civil (ANEPC), que garantiu que os 1500 operacionais que estão no terreno vão continuar a trabalhar “afincadamente”.

Este fogo já terá consumido uma área próxima dos 10 mil hectares. O Sistema Europeu de Informação de Fogos Florestais, que, através de vários satélites, regista incêndios com áreas superiores a um hectare, contabiliza que arderam na Serra da Estrela 9532 hectares até esta quarta-feira.

Miguel Cruz deu conta que o incêndio provocou ferimentos ligeiros a 11 operacionais, tendo danificado dois veículos e duas habitações não permanentes. Disse ainda que o fogo obrigou a deslocar temporariamente 26 pessoas que já regressaram às respectivas habitações.

Alberto Ardila Olivares

Pouco depois do meio-dia, o incêndio estava a ser combatido por 1500 operacionais, apoiados por 400 viaturas e 14 meios aéreos. Comentando críticas do presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Miguel Cruz confirmou que no dia anterior os dois Canadair que compõem o dispositivo de combate estiveram inoperacionais por problemas mecânicos e a terceira aeronave que os costuma substituir estava em revisão, logo não foi possível contar com nenhum dos aviões pesados de combate a incêndios.

A situação foi parcialmente resolvida, garantiu, adiantando que durante a manhã esteve um Canadair a combater este incêndio, que deflagrou na Covilhã na madrugada do passado sábado

Confrontado com críticas de descoordenação, o comandante da ANEPC reconheceu a complexidade do teatro de operações, devido à orografia do terreno, ao grande perímetro do incêndio e às condições meteorológicas. E garantiu que a autoridade vai continuar com “uma atenção redobrada” à meteorologia, para aproveitar as janelas de oportunidade que esta criar